
Há de chegar o dia em que a ciência e os atributos de fé se confundam. Neste dia, racionalidade cartesiana e intuição filosófica serão forças homogêneas para o ser humano que, “thaumatizado”, perceberá a inexistente individualidade contida no universo. De fato, emergirá da “Caverna Platônica” uma “consciência” humana de um novo tipo, nascida da evolução composta pelo inabalável surgimento do Éter em suas quatro densidades. Assim, passará a integrar o conceito existencial destes novos habitantes do universo um elo indissolúvel entre vidas cósmicas. Tal elo, composto pelo tempo/espaço e força vital, “Prâna”, consiste na única possibilidade cognicível, capaz de amenizar a impossibilidade do exercício do arbítrio. Enfim, uma nova raça sintonizada e sincronizada vem sendo aprimorada em sua própria grandeza e fragilidade através dos arranjos “caóticos” da sutil e permanente seleção natural impetrada pelo sombrio conceito inserido nas revelações “apocalípticas”. Asseguro-lhes, estas manifestações contínuas acontecem desde que o Todo Cósmico sempre existiu ou, talvez, se autocriou, sejam através das exclusões em massa em decorrência de atos belicosos, fatos catastróficos e/ou epidêmicos, sempre visando renovação. Sim, sem espantos, são as “leis caóticas” que, obrigatoriamente, antecedem os eventos e determinam os caminhos do universo, da expansão a retração. Enfim, o Todo é cíclico e os antagônicos caminham de mãos dadas, o universo quando expandiu (?) já trouxe na sua essência o poder da retração. Logo, tudo que começa caminha para o final da etapa iniciada. Contudo, há de chegar o dia em que estes novos habitantes do universo, já interagindo em bloco sinérgico e em comunhão e acordo com a ordem e/ou desordem, possam assumir de modo sublime a possibilidade de arbitrar sobre os movimentos das leis. Este é o sentido da evolução, religação e integração. Afinal, tais leis são tidas como de natureza Antrópica, ou seja: “Em Física e Cosmologia, o Princípio Antrópico estabelece que qualquer teoria válida sobre o universo tem que ser consistente com a existência do ser humano. Em outras palavras, o único universo que podemos ver é o universo que possui vida. Se existe outro tipo de universo, nós não podemos existir para vê-lo.” (Wikipédia)
"A natureza é primorosamente ajustada para a possibilidade de vida no planeta Terra: se a força gravitacional fosse reduzida ou aumentada em 1%, o Universo não se formaria... Nas palavras do físico Freeman Dyson, parece que o 'Universo sabia que estávamos chegando'. O Universo não se assemelha a um lance de dados aleatório. Parece pura e simplesmente proposital” (Wikipédia)
Em que pese o fato do Princípio Antrópico ser egocentrista face ao grau de compreensão e consequente evolução do homem, é mais do que evidente que as leis macro cósmicas e subatômicas são determinantes para a existência e evolução da raça humana. Por conseguinte, pecam aqueles que não ousam o intangível. Logo, se o universo possui leis que antecedem os eventos e são universalmente válidas, é fácil compreender o fato de que a real possibilidade da existência de vida, seja ela material, imaterial ou outra forma qualquer na vastidão cósmica, como também, frente à possibilidade de universos paralelos, tais leis inferem, invariavelmente, sobre todo e qualquer tipo de vida, mesmo as inimagináveis, isto porque, toda vida se constitui em um evento que foi antecedido pelas leis.
Segundo H.P.B. em sua obra Teosófica intitulada Cosmogênesis, ela afirma: “tudo no universo foi, é, ou será humano”. Tal afirmativa, embora muito complexa em razão da atemporalidade sugerida, nos remete para a compreensão de que, como “tudo que existe no universo”, também o homem, integrante e existente neste mesmo universo Teosófico, também foi, é, ou será, tudo que existe no universo. Enfim, nesta simbiose (activamente) evolutiva entende-se a necessidade da consciência humana de um novo tipo, onde o “inconsciente coletivo” se expande, rompe fronteiras e anula as fissuras paradigmáticas entre racionalidade cartesiana, intuição filosófica, ciência e atributos de fé. Assim, há de chegar o dia em que o gênero humano possa exultar na Dança de Shiva.
